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quarta-feira, 20 de maio de 2009

Fóssil dá pistas sobre a evolução dos primatas


Um esqueleto quase completo de uma pequena criatura, de 47 milhões de anos, pode dar informações sobre a evolução de macacos e homens.

Com o tamanho de um felino pequeno, o animal - uma fêmea, apelidada de Ida - tem quatro pernas e uma longa cauda. Segundo pesquisadores, do Museu de História Natural da Universidade de Oslo, na Noruega, esse não é o ancestral comum de todos os primatas. Mas pode dar boas pistas de como ele seria.

A divulgação foi feita com estardalhaço, em entrevista coletiva concedida no Museu de História Natural de Nova York. Como os dados foram tornados públicos antes de sua publicação em veículo especializado, quando há análise por outros cientistas, surgiram dúvidas em relação à validade científica da descoberta. Para um dos cientistas ligados à descoberta, não há nada de errado na publicidade feita antes da publicação científica, na revista eletrônica PLoS One (Public Library of Science) hoje à tarde. "Isso é levar ciência ao público. Não acho que seja errado", disse.

Oficialmente Darwinius massillae, é uma nova espécie, parecida com os lêmures modernos, que morreu com nove ou dez meses. Ela tinha cerca de um metro de altura e entre 650 e 900 gramas. Herbívora, ela comeu frutas, sementes e folhas antes de morrer. O material foi descoberto na Alemanha em 1983. Esse é talvez o fóssil mais completo de um primata já encontrado, com 95% dos ossos - só uma parte de uma perna se perdeu - e vestígios da pele e do conteúdo estomacal.

Fonte: O Estado de S. Paulo.

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Australiano recebe descargas elétricas para criar suas obras.


Um médico australiano e físico amador cria imagens inusitadas usando raios de alta voltagem e o próprio corpo em sua casa, numa zona rural do interior da Austrália.

Com um aparelho chamado bobina de tesla - um transformador que gerar alta tensão - Peter Terren transforma energia elétrica doméstica em um raio super potente que pode chegar a 500 mil volts, formando as "esculturas elétricas".

As fotografias de suas obras são colocadas em seu site.

A carga elétrica passa pelo corpo de Terren, que usa uma camada de folhas de alumínio do tipo usado em construções por baixo da roupa para protegê-lo de choques. O alumínio conduz a eletricidade até o solo sem provocar desconforto no médico.

Em outras obras, Terren fica dentro de gaiolas de metal, para evitar o contato elétrico.

"Este é meu hobby, nada mais", disse Terren à BBC Brasil. "Minha família não se preocupa mais porque faço isso há anos. Eles só não gostam se afetar o sinal da TV", brinca ele.

Na sua mais recente obra, o médico se inspirou na famosa escultura de bronze O Pensador, do francês Auguste Rodin, rebatizando-a de Pensador Moderno.

Para criá-la, Terren recebe uma carga de 200 mil volts de eletricidade no corpo, que o transforma numa faísca humana durante cerca de 15 segundos.

Intensidade da corrente

"O mais perigoso não seria a alta voltagem usada, mas sim uma corrente com intensidade acima de 10 milhões de amps, o que não ocorre no caso de Terren pois ele usa correntes de baixa intensidade", explica o supervisor da faculdade de física da Universidade da Austrália Ocidental, Jayjay Thesan, que dá suporte técnico às experiências do médico.

"Não é perigoso porque ele faz com muita segurança e sem envolver ninguém", afirma ele.

Terren disse que, como não tem vizinhos - pois mora numa zona rural na cidade de Bulbury, Estado da Austrália Ocidental - assusta apenas os cangurus nos arredores cada vez que experimenta uma novidade.

Eu me descrevo como um "artista de alta voltagem", disse ele.

O médico, que se diz um "estudante do primeiro ano de física que abandonou a faculdade", explicou que quanto mais alta a voltagem, mas facilmente a eletricidade passa pelos objetos.

"Se a voltagem for alta o suficiente, passa pelo ar e o ioniza, formando as correntes de raios, como vemos nas fotos".

"Sou muito cuidadoso. Nunca recebi grandes choques", comentou.

Uma das obras mais visitadas no site de Terren é Proteção contra ladrões de carros, onde o australiano aparece conectando uma bobina de tesla no teto do carro, formando um anel elétrico em volta do veículo.

No entanto, a experiência que Terren descreveu como a "mais aventureira" foi na piscina.

O médico entrou na água e recebeu raios elétricos na cabeça, protegida por um chapéu de lata com alumínio. "Pareceu perigoso, mas foi muito seguro. Não faço nada perigoso. Não gosto de correr riscos".

Fonte: BBC Brasil

terça-feira, 21 de abril de 2009

Planeta descoberto é o "mais similar à Terra".


O menor planeta conhecido até o momento, batizado como Gliese 581e e cuja descoberta foi anunciada hoje, é o "mais similar à Terra até hoje", afirmou Gaspare lo Curto, astrônomo do Observatório Europeu Austral (ESO, em inglês) no Chile.

O novo planeta orbita ao redor da diminuta estrela Gliese 581, na constelação de Libra, localizada a 20,5 anos luz da Terra e em cuja órbita já foram descobertos outros três planetas.

A superfície de Gliese 581e é rochosa e não tem atmosfera porque fica muito próxima a sua estrela e as temperaturas são muito elevadas, explicaram hoje em entrevista coletiva os cientistas do ESO em sua sede em Santiago.

"(Hoje) é um dia muito importante. Há 14 anos, quando foi anunciada a descoberta do primeiro planeta extra-solar, alguns ainda duvidavam da existência de planetas fora de nosso sistema", assegurou Lo Curto.

Segundo o cientista, desde a observação desse primeiro planeta extra-solar, mais 340 foram descobertos, e a lista aumenta a cada semana.

Além disso, Lo Curto afirmou que a maioria dos planetas que orbitam ao redor de uma estrela fora do sistema solar são sistemas múltiplos, em que coexistem entre três e quatro planetas.

O descobrimento do menor planeta conhecido até agora foi possível graças ao instrumento de precisão chamado HARPS, localizado no observatório de La Silla, situado no norte do Chile.

"Nos próximos 15 anos, vamos observar atmosferas de outros planetas e, portanto, poderemos encontrar evidências de vida", sustentou Massimo Tarengui, representante da ESO no Chile.

No entanto, o astrônomo pediu tempo e paciência, porque "o trabalho astronômico é muito lento e necessita muitos anos para dar resultados", como foi o caso da descoberta de Gliese 581e, confirmada após quatro anos de observação ininterrupta.

Fonte: G1 Notícias.

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Aranha Mecânica Gigante


Aranha mecânica gigante desfila em Yokohama - Japão.

Aranha de 37 toneladas e 12 metros de altura faz parte das comemorações dos 150 anos da inauguração do Porto de Yokohama



A aranha, apelidada de A Princesa, tem 37 toneladas e alcança 12 metros de altura, quando suas patas estão erguidas. A atração faz parte dos eventos em comemoração ao aniversário de 150 anos de abertura do Porto de Yokohama, responsável pelo abastecimento de Tóquio.




segunda-feira, 13 de abril de 2009

Percepção Extra-Sensorial


Muitos acreditam que há algumas pessoas ("sensitivas" ou "psíquicas") que podem captar os pensamentos de outros e até mesmo transmitir seus próprios pensamentos para outros.

Esta comunicação mente-a-mente direta é freqüentemente descrita como instantânea e independente da distância. Proponentes às vezes alegam que todas as pessoas têm esta habilidade até certo ponto, e que isto explica muitos eventos curiosos na vida diária, como sonhos aparentemente pré-cognitivos. O termo genérico para esta alegada habilidade é percepção extra-sensorial, ou PES (às vezes chamada "psi", como a letra grega). Parapsicologia é o termo usado para o estudo sério de tais alegações. Até agora, a parapsicologia parece ser uma ciência que nem mesmo pode demonstrar que seu objeto de estudo existe, muito menos oferecer explicações para ele.

As alegações para a PES entram em quatro categorias gerais:

Telepatia - a consciência de uma pessoa de pensamentos de outrem, sem qualquer comunicação por canais sensoriais normais.

Clarividência - conhecimento adquirido de um objeto ou evento sem o uso dos sentidos.

Precognição - conhecimento que uma pessoa pode ter dos pensamentos futuros de outra pessoa, ou de eventos futuros.

Psicocinese - a habilidade de uma pessoa de influenciar um objeto físico ou um evento, somente pensando sobre ele. (Alguns investigadores consideram a psicocinese como uma parte do psi, mas não estritamente "percepção" extra-sensorial).

A evidência citada para a PES é normalmente anedótica. Porém, às vezes é alegado que testes científicos em instituições de pesquisa respeitadas têm demonstrado de forma conclusiva que a PES existe; ou testes do governo têm provado ela; ou que os russos estão " trabalhando duro" nisto, etc. Às vezes os proponentes citam experiências específicas como tendo confirmado a existência da PES. Na realidade, é a opinião essencialmente unânime de psicólogos que a existência da PES não foi demonstrada. Todas as experiências proceduralmente válidas e reproduzíveis não têm demonstrado a existência da PES.

(Ver Hansel, Alcock, Marks e Kammann, e Druckman e Swets para revisões detalhadas das experiências mais conhecidas.) Nós consideraremos primeiro por que a existência da PES é uma alegação tão extraordinária, dado o estado atual de nosso conhecimento sobre o mundo, e então revisaremos as experiências principais que se alega apoiarem a existência da PES.


A inconsistência entre as alegações de PES e o conhecimento científico

Podem ser levantadas perguntas sobre todo aspecto da PES. A existência da habilidade de PES em humanos (ou animais, se for assim) não seria consistente com qualquer coisa que nós sabemos sobre a natureza-- seja do ponto de vista da física ou da fisiologia humana. Consideremos os aspectos fisiológicos primeiro.

Todos os animais superiores mostram a mesma organização fundamental de seus sistemas sensoriais. As células especializadas (neurônios) que formam o sistema nervoso central (SNC) do homem e de outros animais superiores são em si mesmas insensíveis a estímulos sensoriais. Para cada tipo de estímulo importante no ambiente, animais evoluíram órgãos sensoriais altamente especializados. Cada tal órgão do sentido contém células únicas, altamente adaptadas que às vezes são chamadas "transdutoras". Cada estímulo no ambiente envolve um tipo especial de atividade celular. Visão envolve detecção direta de partículas de luz (fótons). Audição envolve detecção direta de movimento de onda organizado de moléculas de ar. Olfato e paladar envolvem detecção direta de formas moleculares. Órgãos sensoriais (olhos, orelhas, nariz) apoiam as células especializadas para detectar fótons, movimento molecular, e formas moleculares diretamente. Estas células geram impulsos que viajam ao longo de fibras nervosas e que são processados então em áreas de troca e codificação intermediárias, alcançando o cérebro finalmente em uma forma que ele pode interpretar.

O próprio cérebro é insensível a informação sensorial. Se uma pessoa abrisse um crânio e expusesse o cérebro vivo à luz, som, calor, cheiros, etc., o cérebro estaria totalmente desavisado da aplicação destes estímulos em seus tecidos. Por razões óbvias, os órgãos sensoriais que contêm as células transdutoras ficam situados na ou perto da superfície do corpo em todos os animais, inclusive humanos. Quando nós aplicamos esta regra universal de natureza sobre entrada de informação no cérebro para alegações de telepatia, nós nos vemos em maus panos de todas as formas. Assuma que o cérebro de uma pessoa irradia algum tipo de "algo" enquanto ela pensa. Como o cérebro de outra pessoa saberia sobre isto? Em nenhuma parte na superfície do corpo há um órgão especializado que parece faltar uma função, e que contém celas transdutoras sensíveis a "forças desconhecidas." Nem, ao contrário do mito popular, há qualquer área grande do cérebro cuja função é desconhecida, e que poderia ser responsável por recepção e interpretação de sinais do órgão de PES hipotético.

Além disso, no curso da evolução muitos tipos de animais desenvolveram sentidos extremamente aguçados de um tipo ou outro (i.e., comparados aos dos seres humanos). Cachorros têm um olfato muito mais altamente desenvolvido que os humanos; falcões e águias, visão mais aguçada; morcegos, uma faixa de audição muito maior, etc. Onde está o animal que tem um sentido PES muito mais altamente desenvolvido que os humanos? A habilidade de sentir a presença de animais predatórios que não podem ser vistos, ouvidos, ou cheirados conferiria vantagens enormes a seus possuidores que a evolução deveria ter feito a PES tão comum quanto pêlos, garras, e narizes úmidos. Isso não aconteceu. Poderia ser que nenhum órgão de sentido assim existe porque não há nenhum estímulo para o órgão detectar?

Algumas pessoas argumentam que só os seres humanos são capazes de comunicação PES; ou que só certas pessoas, especiais, têm tal dote. Anatomia comparativa não mostra qualquer evidência para a primeira afirmação. Não há nenhuma informação relativa à segunda noção.

Um proponente da PES poderia dizer que a telepatia difere de todos os outros sentidos de forma que o próprio cérebro é o órgão do sentido telepático. Neste caso o estímulo detectado requereria o poder penetrante de radiografias ou radioatividade nuclear para poder passar pelo crânio e alcançar o cérebro! Isto nos leva ao reino da física, onde a PES se sai tão mal quanto no reino da fisiologia.

Físicos descobriram, em 400 anos de procura, apenas quatro forças fundamentais na natureza: gravidade, força eletromagnética, e as forças nucleares fortes e fracas. Todas as interações entre um pedaço de matéria e outro podem ser entendidas e precisamente descritas em termos destas quatro forças apenas. Porque elas são agora entendidas bem, nós sabemos que nenhuma delas poderia ser responsável pelos estímulos hipotéticos da PES. O que dizer então de uma força nova, desconhecida para a ciência? Uma força suficiente para responder pela PES quase certamente não existe pela mesma razão que você pode ter bastante certeza que não há nenhum elefante no quarto com você enquanto você lê isto. Não há espaço para ele! Se tal força existisse, tudo seria diferente de como nós vemos agora, porque a força afetaria tudo de algum modo. (Reivindicar que não teria nenhum efeito observável é equivalente a reivindicar que não existe). Além disso, todas as interações na física diminuem com o quadrado inverso da distância entre os objetos interagindo (ou até mais rápido). Todas estas interações se propagam na ou abaixo da velocidade de luz. Proponentes, em efeito, dizem que a PES viola estas leis universais.

Isto nos traz a outro ponto que raramente é compreendido por proponentes da PES. Nós sabemos que a radiação eletromagnética existe em uma gama vasta de freqüências e comprimentos de onda que nós não enxergamos porque não temos nenhum órgão sensorial que detecte tal radiação. Nosso conhecimento da existência de tal radiação não depende do nascimento acidental de "sensitivos" que podem de alguma maneira descobrir ondas de rádio diretamente. Ninguém pode descobrir estas ondas diretamente; não há nenhum órgão sensorial para elas dentro de qualquer animal. Nós construímos transmissores mecânicos e detectores para ondas de rádio; nós podemos construí-los para ser tão sensíveis e flexíveis quanto desejarmos.

Se a radiação PES existisse, as perguntas de se os humanos poderiam ou não detectá-la seriam irrelevantes. Ela poderia ser estudada muito mais precisamente e cuidadosamente com instrumentos científicos sensíveis que poderia por seres humanos que são facilmente cansados ou estão freqüentemente mal-humorados. Mesmo assim crentes em PES nunca tentam usar tal instrumentação. Poderia ser que os sinais buscados não existem exceto nas mentes de certas pessoas que foram condicionadas a acreditar que algo deveria passar por tais canais? É uma característica de toda pseudociência, não só em estudos de PES, que nunca nenhum processo físico real é descoberto ou estudado. O que é normalmente estudado são alegações não-verificadas, anedóticas da Senhora Whiffle, o médium, ou Uri Geller, o ilusionista israelita, ou a Tia Tillie que se lembra desta coisa engraçada que uma vez aconteceu a ela.

Em vez de procurar pela PES no universo de fenômenos reais, crentes de PES tendem a olhar nos mesmos lugares antigos: em histórias sobre como a Tia Maude "simplesmente sabia" que o Tio Bruce estava em dificuldade, e certamente, ele estava na prisão; ou em jogos de adivinhar cartas nos quais qualquer mágico amador pode se sair bem usando nada mais que percepção sensorial sutilmente disfarçada. Mas anedotas e jogos de sala de estar não são experiências. Quais foram os resultados quando pessoas que supostamente mostram habilidade de PES são testadas dentro de protocolos científicos apropriados?


A evidência experimental para a PES

O problema experimental para pesquisa de PES é que mesmo seus proponentes concedem que não há nenhuma evidência clara e afirmativa para sua existência. Ao invés, a existência de PES chegou a ser definida negativamente, como a ausência de qualquer explicação alternativa para um desvio estatístico de uma linha base de chances. Sujeitos testados para habilidade de PES tipicamente são pedidos para adivinhar o resultado de eventos fortuitos sob condições onde eles não deveriam ter nenhum conhecimento sensorial do evento de fato. Coleção de dados precisa, eliminação de preconceito de experimentador, randomização adequada, controles apropriados e análise estatística correta tornam-se assim críticos. Os estudos de PES principais ainda não alcançaram estes critérios mínimos:

As Experiências de Rhine: Joseph Banks Rhine, botânico na Universidade Duke, conduziu experiências de PES nos anos 30. Rhine fez os "cartões de PES" famosos por seu uso em experiências de adivinhação. Rhine alegou em seu livro de 1934, Percepção Extra-sensorial, ter achado evidência esmagadora da PES. Porém, outros psicólogos não puderam reproduzir os resultados dele, e é agora amplamente concedido que as experiências de Rhine foram mal projetadas e permitiam vazamento de informação entre os sujeitos e o experimentador.

As experiências de visão-remota SRI: Nos anos 70, os físicos Harold Puthoff e Russell Targ conduziram experiências na SRI International que eles reivindicaram mostravam sujeitos que podiam essencialmente "ver" um lugar remoto através dos olhos de outra pessoa. O grupo designado visitaria locais fortuitamente como um shopping ou um aeroporto, enquanto o experimentador pedia ao sujeito para descrever suas impressões.

Obviamente, decidir se as impressões do sujeito combinavam com a cena designada envolvia algumas decisões subjetivas.

Falhas metodológicas também infestaram a pesquisa, e outro experimentadores não puderam reproduzir os resultados. Como o relatório do Conselho de Pesquisa Nacional coloca: "Tanto por padrões científicos quanto por parapsicológicos, então, o caso a favor da visão-remota não só é muito fraco, mas virtualmente inexistente". (Druckman e Swets, pág. 184).

Pesquisa em geradores de números aleatórios: Geradores de números aleatórios (RNGs) foram usados em pesquisa PES tanto para testar clarividência ou precognição, quanto, mais comumente, para testar a habilidade psicocinética de um sujeito para influenciar mentalmente o resultado de um RNG de forma que ela produza uma seqüência não-fortuita. O último realmente seria notável, dado o que nós sabemos sobre as leis da física.

Porém, muitos destes experimentos produzem resultados além da expectativa de probabilidades, assim algum efeito está operando. Do ponto de vista dos céticos, todas as experiências são questionáveis por causa da imperfeição da randomização dos resultados de RNGs. Isto é, o próprio gerador de números aleatórios não é idealmente aleatório, e sua predisposição também deve ser medida e deve ser levada em conta. O Relatório do Conselho de Pesquisa Nacional conclui que depois de 15 anos de pesquisa, apenas uma entre centenas de experiências apresentava os critérios mínimos de aceitabilidade científica, e essa experiência rendeu resultados de significação apenas marginal.

As experiências Ganzfeld: Estas experiências são nomeadas pelo termo usado por psicólogos Gestalt para designar o campo visual inteiro. Sujeitos de teste usam metades de bolas de pingue-pongue sobre os olhos enquanto ruído branco toca em fones de ouvido. Neste estado de privação sensorial, um remetente tenta comunicar psiquicamente um objetivo fortuitamente selecionado ao sujeito. O sujeito é posteriormente pedido para combinar suas percepções aos objetivos. Experiências de Ganzfeld provavelmente foram as mais cuidadosamente conduzidas -- e cuidadosamente examinadas -- de todas as experiências PES. Mesmo assim, a pesquisa falhou em produzir resultados que convencem os psicólogos de que a PES existe.


Em resumo, não foi demonstrada a existência da PES seja na vida cotidiana ou no laboratório. Além disso, as alegações para a PES vão contra as leis bem estabelecidas, bem-testadas da natureza. Para ser consistente com as regras pelas quais realidade é regulada, a PES requereria órgãos altamente especializados e elaborados para enviar e receber radiação PES --órgãos que não são evidentes. A radiação PES deveria ser diretamente detectável e capaz de estudo através de instrumentos sensíveis. Tais instrumentos não existem porque tal radiação não existe em qualquer forma reconhecível. Quanto mais minuciosamente a PES é estudada no laboratório, menor seus efeitos se tornam. A PES, se existir, é claramente muito fraca. Está ficando mais difícil para seus proponentes distinguir entre não-existência e um efeito que é tão escassamente pequeno que não poderia ter nenhuma conseqüência prática.

[Este texto foi escrito por John A. Thomas (jathomas@netcom.com). Está originalmente baseado em material escrito pelo Prof. Rory Coker da Universidade do Texas em Austin e a Sociedade Austin para Deter a Pseudociência.]

Fonte: original em REALL (Rational Examination Association of Lincoln Land)
Preparado pelos North Texas Skeptics.

domingo, 12 de abril de 2009

Vida Marinha - Imagens


Imagens marinhas feitas pelo fotógrafo David Wrobel:




























Fonte: www.usatoday.com

Vida Marinha - Batom Vermelho

©Birgitte Wilms/Minden Pictures - National Geographic

O peixinho simpático aí em cima tem um nome bem sugestivo, peixe morcego de batom rosa (rosy-lipped batfish – Ogcocephalus porrectus), e é encontrado na Costa Rica. A espécie mais próxima dele é o peixe de batom vermelho (red-lipped batfish - Ogcocephalus darwini), nativo de Galápagos, como se percebe pelo nome.


A boca avermelhada, o nariz estranho e o bigode por fazer são parte da estratégia de caça deles. Eles ficam parados no fundo do mar e o focinho possui um prolongamento que balança para lá e para cá. Quando um peixe desavisado chega perto atraído pela isca, leva o bote.

Como eles passa grande parte do tempo no funco do mar, as nadadeiras peitorais funcionam como patas, que proporcionam uma locomoção bem desajeitada. Você pode conferir no vídeo - que também mostra um outro peixe bem simpático, o peixe sapo, que usa a mesma estratégia de ficar parado e dar o bote na presa.



Fonte: National Geographic

Abelha Cocainada !!!


A cocaína age no nosso cérebro superestimulando o centro de recompensa, por isso é tão viciante.

Ela é produzida pela planta da coca para evitar a predação por insetos, e se imaginava que ela não agia da mesma forma neles e nos mamíferos. Mas pelo menos nas abelhas age sim.

Quando uma abelha forrageadora encontra néctar, seu sistema de recompensa é ativado e ela volta para a colméia e realiza a famosa dancinha que avisa as companheiras a localização e a qualidade da fonte de néctar. O vídeo lá embaixo mostra a dancinha delas.



Ao aplicarem cocaína nas costas das abelhas que viram uma fonte de néctar, quando elas chegavam de volta nas colméias faziam uma dança muito mais empolgada, indicando uma qualidade da fonte muito maior do que realmente eram. Além disso, elas se tornaram dependentes das drogas, dependendo de novas doses para poderem realizar tarefas que antes fariam facilmente.



Fonte: Barron, Andrew B., Ryszard Maleszka, Paul G. Helliwell, and Gene E. Robinson. “Effects of cocaine on honey bee dance behaviour.” J Exp Biol 212, no. 2 (January 15, 2009): 163-168. doi:10.1242/jeb.025361.

Plantas Carnívoras - Dionaea muscipula


Chamada por Darwin de "uma das plantas mais maravilhosas do mundo", também conhecida como Vênus Papa-moscas ou planta da boquinha.

As plantas carnívoras têm muito mais em comum com outras plantas do que se pode imaginar. Elas também realizam fotossíntese, captando CO2 do ar e sais minerais do solo. Então elas são carnívoras por quê? O solo onde ficam costuma ser pobre em nutrientes, de maneira que a apreensão e digestão de pequenos animais complementa a deficiência do substrato.



A papa-mosca é nativa do leste dos Estados Unidos, da região dos estados da Carolina do Norte e Carolina do Sul. Ela possui uma folha modificada, onde o pecíolo que normalmente forma a base da planta passa a fazer a fotossíntese e o limbo é modificado em dois lóbulos que formam a armadilha. Ao contrário do que muitos gostariam, sua folha normalmente não passa de 10cm de comprimento. Sua armadilha possui de 15 a 20 cílios que impedem a saída da presa. Próximas à borda existem glândulas secretoras de néctar, as quais junto ao pigmento antocianina que dá acor avermelhada, atraem os insetos e pequenos artrópodes que servem de presa.


Para que a armadilha se feche, são necessários diferentes estímulos que aumentam as chances de uma captura bem sucedida. Antes de mais nada, a folha percebe a presa por pêlos-gatilho, que ficam a uma distância da glândulas tal que animais pequenos demais, que não valeriam a pena o processo de digestão (este consome muita energia) não acionam os gatilhos. Quando a presa é grande o suficiente, ela atinge o gatilho, mas isso ainda não é o suficiente, como forma de garantir que trata-se de um animal, e não uma gota de chuva por exemplo, o gatilho normalmente precisa de um segundo estímulo, ou outro gatilho precisa se tocado (dentro de um período de cerca de 20s, quanto antes o segundo estímulo mais rápido se dá o fechamento). Após o acionamento, se dá uma comunicação por cálcio e outros sinalizadores (este mecanismo ainda não está completamente elucidado) que promovem o fechamento da armadilha.



O mecanismo do fechamento foi recentemente elucidado por pesquisadores da universidade de Harvad, que propuseram uma mudança conformacional dos lóbulos movida por energia elástica: os lóbulos têm duas conformações, uma convexa, que é adotada quando a folha está aberta e outra côncava. Quando os gatilhos disparam a mensagem, a folha passa a dissipar a água que mantém a pressão que dá o formato convexo, com isso, o lóbulo passa para o outro estado, o convexo. Essa mudança é rápida e se dá em até um décimo de segundo.



Quando fechada a armadilha ainda mantém um espaço entre os cílios que permite a saída de animais muito pequenos. Se os estímulos mecânicos e químicos continuarem, indicando que a presa é grande o suficiente para não escapar, o fechamento se completa e a digestão começa. Na parte interna dos lóbulos, existem várias glândulas digestivas que liberam enzimas que vão degradar as partes macias dos artrópodes. O exoesqueleto feito de quitina não é digerido e permanece quando a armadilha é aberta, sendo levado pelo vento ou pelo chuva. Essa etapa dura entre dois e doze dias, dependendo da temperatura e do tamanho da presa.



Feita a digestão a armadilha volta a se abrir, desta vez lentamente devido à hidratação, ganhando tamanho durante o processo. As folhas podem se fechar apenas algumas vezes (uma única se a presa for muito grande) e conforme amadurecem perdem a capacidade de apreensão e apodrecem.

Fontes:
Botanical Society of America
International Carnivorous Plant Society
Dicas de cultivo

Mar Luminoso ???


Já ouviu falar do Mar Luminoso? Não? E de bioluminescência? Bioluminescência é a produção de luz por seres vivos, como o vaga-lume faz para atrair companhia.


Vaga-lumes são a o contato mais comum com isso, mas se você tem sorte, já presenciou isso na praia. Trata-se na maioria das vezes de noctilucas, um grupo de organismos dinoflagelados -seres vivos unicelulares, responsáveis entre outras coisas pelas marés vermelhas.



Os dinoflagelados produzem luz através de uma enzima chamada luciferase, um mecanismo diferente do dos vaga-lumes. Essa luz só é visível durante a noite, e é produzida em resposta ao contato, como na onda lá em cima, ou o barco em no vídeo que você vê clicando no continue lendo, o facho de luz que se forma com as marolas é fantástico. Mas não se compara com o fenômeno que você vê abaixo:

Mar luminoso é o nome que se dá para quando o mar brilha durante a noite, até durante dias, e por vastas extensões. Segundo o relato dos marinheiros, o oceano fica com uma luminosidade branca (que na verdade é azul, mas por ser fraca, só estimula os receptores de claro e escuro da nossa retina, e não os de cor), dando a impressão de se estar navegando em uma nuvem. Esse mar luminoso da figura acima foi grande o suficiente para ser fotografado por um satélite.

Pesquisadores da Universidade da Califórnia discutiam o fênomeno do mar luminoso, quando tiveram a idéia de procurar uma fotografia feita por satélite. Começaram a buscar registros de navios que tivessem visualizado o evento, e encontraram um relato de janeiro de 2005, na costa da África, que descrevia uma travessia de 6 horas pelo mar luminoso. Uma foto de satélite da região, daquela noite, mostrava uma mancha naquele exato ponto, com uma largura de 100 quilômetros, que batia com a rota do navio.



Como noctilucas só brilham quando estimulados, e aquele mar luminoso durou cerca de dois dias, concluiu-se que quem deve ter produzido aquela luz, são outras cadidatas, as bactérias. Acontece que, as bactérias conhecidas só produzem luz quando atingem concentrações populacionais muito altas. Respeitando essa proporção necessária, e as dimensões do brilho capturado pela foto, devem ser cerca de 10²² bactérias! Difícil pensar nesse número? Ok, são bactérias suficientes para cobrir o Planeta Terra com uma camada de 10cm. Muito, muito, muito grande esse número, mas está lá o registro, 2 dias e 125 anos depois do mesmo evento no livro "20 mil Léguas Submarinas" de Júlio Verne, uma feliz coincidência.



Mar luminoso é o nome que se dá para quando o mar brilha durante a noite, até durante dias, e por vastas extensões. Segundo o relato dos marinheiros, o oceano fica com uma luminosidade branca (que na verdade é azul, mas por ser fraca, só estimula os receptores de claro e escuro da nossa retina, e não os de cor), dando a impressão de se estar navegando em uma nuvem. Esse mar luminoso da figura acima foi grande o suficiente para ser fotografado por um satélite.



Pesquisadores da Universidade da Califórnia discutiam o fênomeno do mar luminoso, quando tiveram a idéia de procurar uma fotografia feita por satélite. Começaram a buscar registros de navios que tivessem visualizado o evento, e encontraram um relato de janeiro de 2005, na costa da África, que descrevia uma travessia de 6 horas pelo mar luminoso. Uma foto de satélite da região, daquela noite, mostrava uma mancha naquele exato ponto, com uma largura de 100 quilômetros, que batia com a rota do navio.



Como noctilucas só brilham quando estimulados, e aquele mar luminoso durou cerca de dois dias, concluiu-se que quem deve ter produzido aquela luz, são outras cadidatas, as bactérias. Acontece que, as bactérias conhecidas só produzem luz quando atingem concentrações populacionais muito altas. Respeitando essa proporção necessária, e as dimensões do brilho capturado pela foto, devem ser cerca de 10²² bactérias! Difícil pensar nesse número? Ok, são bactérias suficientes para cobrir o Planeta Terra com uma camada de 10cm. Muito, muito, muito grande esse número, mas está lá o registro, 2 dias e 125 anos depois do mesmo evento no livro "20 mil Léguas Submarinas" de Júlio Verne, uma feliz coincidência.